Internet
Programa - Atividades - Produção Alunos
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Aulas:
Manhã – 2ª/3ª Feira – 9h30/11h10- Faculdade Estácio de Sá – JF
Noite – 3ª Feira – 19h/20h40 e 4ª Feira – 21h/22h40 – Faculdade Estácio de Sá – JF
______________________3) Formatos de Propaganda na Internet
Fonte: LIMEIRA, Tânia - E-Marketing, o marketing na internet com casos brasileiros - Editora Saraiva, 2007
A propaganda online pode ser executada em diversos formatos. Eles foram padronizados pela Interactive Advertising Bureau (IAB) em escala mundial e a nível nacional, pela Associação de Mídia Interativa (AMI). A banda larga e as novas tecnologias de distribuição de conteúdo multimídia provocaram mudanças significativas no modo de se anunciar na Internet. Sendo assim, as campanhas online cada vez mais utilizam o som, a imagem,a animação (tecnologias) e sobretudo, a interação,participação e divulgação (relacionamento) por parte do internauta de seus produtos e serviços. No mundo da web, o usuário não se satisfaz com um anúncio comum, ele quer viver uma experiência, participar da própria construção da publicidade e da marca.
São oito os formatos de propaganda online, segundo a IAB:
1 – Banners
2 – Patrocínios de websites – sponsoring
3 – Link patrocinada – search
4 – E-mails e Newsletters
5 – Propaganda Rich-media
6 -Anúncios Classificados
7 – Indicação de cliente – referrals
8 – Propaganda em local determinado
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1) BANNERS ou anúncios displays: Propaganda de exposição feita por meio de cartaz eletrônico, colocado em uma página web. Podem ser clicados, remetando o usuário ao site da empresa ou marca anunciada; outros apreentam movimentos e mostram imagens com slogan ou mensagem do produto. O botão é um tipo de banner, geralmente, menor, quadrado e localizado na parte inferior do site.
O principal objetivo de um banner é fazer com que o usuário clique em si para que obtenha mais informações em relação ao produto ou serviço anunciado e, assim, venha concretizar a compra. São vários os tipos e formatos de banners. Ultimamente, têm sido vistos banners diferenciados, com foto, sons, vídeos e até jogos. Tudo isso para cativar a atenção do usuário e estimular o clique.
Banner rotativo é um tipo de banner que divide o espaço da página com outros anúncios e muda frequentemente. Portanto, a cada visita à página mudam o banner e o link associado a ele.
O Banner estático, por sua vez, aparece em todos os acessos à página e é exclusivo.
Banner Segmentado é veiculado em sites selecionados de acordo com o público-alvo da campanha. São adaptados de acordo com o perfil do usuário.
Banner ROS (Ros-of-site – participação indeterminada na veiculação do site). Ocorre de forma aleatória, sem áreas predeterminadas para a inserção. Anunciante determina período e quantidade de impressões, em qualquer área do site.
Quando um banner surge a partir de uma palavra pré defina é chamado de Keyword banner. Utilizado para focar determinado público.
Áudio e Vídeo banner, usuário clica e assiste às imagens de um filme ou escuta algo.
Banners em sala de bate-papo são utilizados pensando no grande tempo de permanência do usuário em salas que, geralmente, são específica por níveis sociais que ajudam no delineamento da publicidade. Nos chats também existe o robô, conhecido dede os tempos de MIRC como Bot. Estes programas inserem frases (slogans,por exemplo) de anunciantes durante as conversas. Apesar do elemento surpresa, pode causar repúdio ao usuário, afastando de uma nova experiência.
Banners são vendidos por número de impressões - vezes em que ele é visualizado na tela do computador do usuário; ou por click-throughs – número de vezes que foi clicado. Quando em um site, na mesma página existem dois banners da empresa ou marca, são consideradas duas impressões por visualização.
O custo de mil impressões é conhecido como CPM (custo por mil). Mas é preciso considerar apenas uma parcela – a cada mil usuários atingidos, que se interessam clicando. Espera-se não apenas o clique, mas também a visibilidade da marca. Isso acontece mesmo se o internauta não clicar no banner.
O preço do banner irá variar de acordo a mensagem e a audiência da página. É possível contratar o serviço por um tempo determinado. O banner permanece no site um certo tempo, não importando o número de impressões. O anunciante também pode comprar cotas de patrocínio para determinado evento com preço específico.
O preço é facilmente encontrado, pois os portais o disponibiliza de forma online – MÍDIA KIT ONLINE. São feitas tabelas a partir do cruzamento entre o conteúdo e a audiência. Confira alguns:
TERRA | ZINE CUTURAL | GLOBO.COM
Cada site pode utilizar a medida que bem lhe convier para seus banners. Todavia, existem alguns padrões prédefinidos pela IAB que são seguidos pelo mercado. Estas medidas são definidas em píxels, o menor ponto de uma imagem na tela e que equivale a 0,010 mm.
Tipos/Tamanho em pixels
Banner completo - 468 x 60
Acesse a um tutorial sobre banner completo para Photoshop
Pequeno banner – 392 x 72
Meio banner - 234 x 60
Banner vertical – 120 x 240
Botão alto – 125 x 125
Médio Botão - 120 x 90
Botão curto – 120 x 60
Botão micro – 88 x 31

2) A Inteligência Coletiva
O exemplo que segue foi uma experiência de marketing de evento em redes sociais:
A Banda Cabra Cego iria se apresentar na casa noturna Muzik, em Juiz de Fora, MG, na noite do dia 16 de junho de 2009. Não era uma situação comum, afinal, o grupo formado a pouco tempo iria participar pela primeira vez de uma experiência “ao vivo”. Enquanto os flyers (panfletos impressos) não ficavam prontos – o que iria ocorrer apenas na antevéspera da apresentação, algumas ações na rede foram traçadas, levando em atenção o fato do show acontecer em um dia da semana (quinta-feira), em que a casa não estava sendo visitada com frequência:
1 – Produção de um vídeo para a Internet com intenção de gerar comentários e informar de forma eletrônica ao público.
2 – Informar sobre o vídeo (e, sucessivamente, do evento) através de comunidades virtuais em ferramentas sociais (Orktut, Facebook, Twitter), MSN e lista de e-mails. Utilizar das ferramentas disponíveis para informar sobre o evento e criar promoções ligadas a ele.
3 – Criar press release para ser distribuído da mesma forma pela rede, informando sobre o evento, especificamente. Entretanto, ao invés de se restringir à lista de contatos e co-participantes em redes, enviá-lo a órgãos de imprensa, tanto escrita (jornais diários e web), quanto falada (TVs e rádios).
4 – Criação de avatar próprio no Orkut, ao mesmo tempo, convidando novos usuários para a sua rede de contatos, como convidando-os para o evento.
5 – Divulgação através de marketing direto (panfletagem) nas ruas, dois dias antes do show.

O panfleto só ficou pronto dois dias antes da apresentação
RESULTADOS
Entre sábado 11/07 e quarta (véspera da apresentação), dia 15, mais de 500 acessos foram feitos ao vídeo no YouTube.
A pergunta promocional ligando o vídeo ao Twitter da co2producao, “Sabe por onde passou o homem da gravta florida? Responda e concorra a um VIP pro show da Cabra Cego com El efecto nessa quinta no muzik!” foi respondida e usuários ganharam o prêmio (a indicação para a adição da Co2Produção estava no vídeo “O homem da gravata florida”, assim como as informações básicas para o evento).
O perfil no Orkut em dois dias recebeu a adesão de 67 contatos. Além disso, após a apresentação, alguns usuários doram à página de recados e parabenizaram a banda pela a apresentação e ainda questionaram sobre novos shows.
O jornal Tribuna de Minas publicou matéria exclusiva sobre o evento na antevéspera da apresentação. Portanto, a ação (press release) gerou mídia espontânea. A produção economizou “alguns” reais ao conseguir a publicação da matéria ou invés de pagar pelo anúncio no jornal. E outra: a divulgação veio pelo formato jornalístico, com credibilidade diante o leitor/consumidor um pouco cansado das artimanhas e do volume impressionantes de anúnciosn publicitários.
Um participante do evento gravou (vídeo) em formato digital a performance da banda Cabra Cego e a disponibilizou na Intenet – YouTube, após a apresentação.
A quinta-feira, que não alcançava há um tempo, um número razoável de consumidores (menos de 80 durante as noites), contabilizou mais de 220 presentes para o evento.
Portanto, apesar do direcionamento do público em função do estilo musical, do dia da semana, do local de apresentação, a campanha realizada com a construção de um ambiente de divulgação e de produtos culturais (clipe), obteve um resultado satisfatório.
Saberes
A Internet propicia um banco de dados inumerável e que não é alimentado apenas por jornais, empresas ou fontes oficiais de notícias. O emaranhado de informações é lido e recriado por todos os usuários de forma horizontal, guiados por conexões individualizadas, com caminhos e pontos distribuídos de forma não-linear.
As transformações apontadas no texto 1 nos levam a crer na construção coletiva dos conhecimentos em nossa cultura, uma sociedade fundamentada no acúmulo. Dada a oportunidade do consumidor/usuário ser aquele que, além de escolher o próprio conteúdo a consumir, é também produtor e fomentador da informação, cabe a ele, o entendimento de que a democratização do acesso e a utilização de ferramentas que não necessitam de especialistas (blogs, por exemplo, não impedem a participação daqueles que não entendem de programação web ou design para rede), possibilitam a troca abrangente de conhecimentos, justapondo tradições, informações e apontamentos.
O leigo que quiser se informar sobre praticamente qualquer assunto tem permissão para encontrar algumas respostas na rede. Da mesma forma, desconhecidos podem contribuir para o esclarecimento mútuo e para a facilidade das ações de outros usuários em plena navegação pela Internet. O fator preponderante que permite esta troca de informações são lugares virtuais, ferramentas e softwares que permitiram ao mesmo tempo, a reunião massiva de usuários e a fragmentação de suas expectativas individuais, com a criação de perfis, avatares e participação em comunidades virtuais generalistas ou, na maioria das vezes, específicas. No Orkut, rede que reúne cerca de 50% dos internautas brasileiros, por exemplo, comunidades como “Rio de Janeiro“, “Cinema Brasileiro” ou “Rede Globo de Televisão” possuem milhares de participantes. Seriam estas as redes generalistas, comumente associadas a locais geográficos, ícones midiátos e da cultura pop. Por outro lado, comunidades como “Mulheres de Cabelo Curto“, “Ex-Facom-UFJF” ou “Eu sou legal, mas não abusa” pertencem a um tipo mais regionalizado, pessoal de interesse, fazem parte do repertório de portas abertas por cada um. Sendo assim, cada usuário no Orkut poderá ter comunidades generalistas, comuns a muitos outros em sua rede, mas também, comunidades bastante específicas, de acordo com as suas vontades, pretenções, gostos e desejos.
A Inteligência Coletiva é também apropriada pela publicidade como ferramenta de sobrevivência e penetração de marcas em públicos-alvos cada vez mais fragmentados, específicos e com grande poder ativo em suas ações pela rede. O consumidor não é mais aquele que apenas compra um produto, mas aquele que consome informação sobre marcas, produtos e serviços e as repassa adiante para seus contatos. E mais, pode ainda relatar suas experiências com as mesmas, criticando ou incentivando o contato de outros participantes de seu rede.
1) Um nova cultura – resumo das principais ideias da cibercultura aplicadas à pubicidade
Estamos vivendo em um novo ambiente, remodelado pelas novas tecnologias de informação e comunicação. O acesso ao conhecimento se modificou e as formas de trabalho também foram alteradas. Hoje em dia é possível que as pessoas estudem ou mesmo tenham empregos desterritorializados, sem que necessitem estar “ao vivo” nas salas de aula ou mesmo, no escritório.
Ao mesmo tempo, a publicidade também tem sido frequentemente absorvida pela cibercultura como se uma e outra fossem complementares. São novas questões envolvendo o consumo e o consumidor, onde este passou de um estágio em que se encontrava perdido no meio da massa para ser, atualmente, individualizado, personalizado pela WEB e pelas campanhas publicitárias. Da mesma forma, o consumo deixou de ser estritamente material e hoje é um consumo de idéias, conhecimentos, comportamentos e marcas. Ou seja, absorção subjetiva de produtos que não são exclusivamente industrializados.
Por fim, temos que todo aquele conectado a esse novo mundo, além de consumidor de conhecimento é por si só, um produtor também. O indivíduo se transformou em produtor na rede social em que participa, nos blogs onde disponibiliza informações e serviços relevantes, em sites como o YouTube e em outros tipos de produtos e ambientes do mundo virtual que fornecem conhecimentos e serviços para a sociedade.
Por isso, banners eletrônicos, por exemplo, cada vez mais se tornam uma alternativa de reforço de imagem e não são a principal arma publicitária em uma campanha na internet. A publicidade contemporânea pede um relacionamento mais espontâneo e com a participação do consumidor na modelagem do produto.
Principais idéias da cibercultura:
- Todos estão conectados em rede, com ou sem mediação direta das tecnologias. Esta conexão está tanto no ambiente virtual, quanto na paisagem urbana, onde cada vez mais vemos a cidade cheia de interferências anônimas, artísticas e conceituais fazendo parte do cotidiano das pessoas que por ali transitam. As mensagens (informação, conhecimento, ícones, símbolos) tanto na cidade, quanto na WEB, se proliferam de forma rápida e espontânea (vide graffiti e outras intervenções).
- O consumo das novas tecnologias, como o computador caseiro, está cada vez mais sendo facilitado no comércio e pela indústria (crédito facilitado e necessidade das pessoas estarem conectadas).
- A tecnologia atual permite um melhor acesso à Internet e, além disso, as ferramentas disponíveis pela própria rede, ajudam no desenvolvimento e disseminação do conhecimento. Hoje, temos a imagem e o áudio sendo constantemente consumidos pela rede e sem dificuldades de apresentação – ferramentas fácies de serem manipuladas, ou de transferência de dados – desenvolvimento da banda larga.
- As pessoas estão cada vez mais necessitadas de informação e conhecimento, pois estes se tornaram estratégicos, inclusive, em relações financeiras.
- O conhecimento se tornou um produto e o produto deixou de ser algo estritamente material, se tornando um tipo de conhecimento.
- O usuário é produtor e consumidor de conhecimento ao mesmo tempo.
- A publicidade se apropriou de ferramentas como o YouTube, Blogs e outros sites de redes sociais para divulgar produtos, fazer branding e marketing de empresas e marcas.
- A comunicação passou a ser requerida como algo espontâneo, real e que contenha criatividade e inteligência. Há uma necessidade de que as mensagens venham acompanhadas de cognições mais elaboradas, onde o consumidor participe de sua decodificação, achando interessante e espalhando-as por suas redes sociais (contatos). Exemplo: um vídeo no YouTube interessante que passamos aos nossos amigos e familiares.
- Há o uso da crossmídia, ou seja, utilização de várias mídias e linguagens complementando-as umas as outras durante uma campanha. Crossmídia é adaptar a publicidade ao ambiente virtual: simultâneo, complementar, multidirecional e convergente.
- O consumidor modela e opina na construção dos produtos e nos serviços oferecidos on e off-line.
- O consumidor procura interagir com o conhecimento que se aproxima do seu desejo. Por isso, o uso de linguagens que remetam ao ambiente ciber, às artes visuais e mesmo urbanas como o grafitti, faz com que ele se identifique e se interesse por aquilo que está anexado a essas mensagens.






